Eu coloquei mega hair para resolver meu cabelo. Dois anos depois, entendi que tinha piorado tudo.
Meu nome é Beatriz, mas todo mundo me chama de Bia. Tenho 32 anos, sou advogada, casada e mãe de dois.
Durante quase toda a minha vida eu tive o cabelo que muita gente quer ter: liso, castanho, longo, cheio. Nunca precisei fazer nada demais. Lavava, secava, vivia.
Aí começou a mudar.
Não foi de um dia para o outro. Foi devagar, do jeito que a gente demora para admitir. O fio foi ficando mais fino. O rabo de cavalo, mais magro. O volume foi sumindo. Eu olhava fotos de anos antes e o cabelo parecia de outra pessoa.
Tentei de tudo. Comprei produto que prometia volume. Troquei de shampoo umas dez vezes. Fiz o que a internet mandava. Gastei um bom dinheiro nisso e nada devolveu o que eu tinha perdido.
Foi aí que eu decidi colocar mega hair.
Fazia sentido na época. Se o meu cabelo não voltava, eu ia colocar cabelo. Resolveria o comprimento, o volume, a aparência. E resolveu mesmo, no espelho.
Usei por dois anos.
O que eu não percebi — e ninguém me avisou — foi o que estava acontecendo embaixo. O mega hair puxa. Todo dia, o tempo todo, no mesmo ponto. E o meu cabelo, que já estava fragilizado, começou a cair mais. A quebrar mais. Quando eu finalmente tirei tudo e olhei para o que sobrou, eu chorei.
Eu tinha passado dois anos escondendo um problema que estava piorando debaixo do disfarce.
O que realmente funcionou
A primeira coisa foi parar. Tirei o mega hair e não coloquei de volta, mesmo com o cabelo em um estado que eu tinha vergonha de mostrar. Isso foi o mais difícil, porque significava encarar o tamanho real do estrago.
A segunda foi largar a chapinha.
E aqui vai a coisa que eu mais me arrependo de ter acreditado: eu achava que usar chapinha de vez em quando não fazia mal. Todo mundo diz isso. Eu repeti isso. Não é verdade. Calor alto danifica o fio, e o dano não se desfaz — ele vai se acumulando, uso após uso, até você notar a quebra e não conseguir mais ligar uma coisa à outra.
Depois disso foi paciência. Cabelo cresce devagar. Fio danificado não se conserta, ele é substituído pelo que nasce. Não existe produto que acelere isso, por mais que o rótulo diga o contrário.
Hoje meu cabelo está voltando. A densidade melhorou, o comprimento voltou, a quebra diminuiu muito. Não está igual ao que era aos 25 anos e talvez nunca fique. Mas está saudável, e eu sei exatamente o que fiz para chegar aqui.
Por que este blog existe
Porque eu passei anos procurando essa informação e não achei.
O que eu achava era conteúdo de quem vende. O salão que faz mega hair não vai te contar sobre tração. A marca que vende protetor térmico não vai dizer que o melhor protetor é não usar calor. A influenciadora que recebeu o produto não vai falar mal dele.
A gente não vende procedimento nem tem salão. Não tem contrato com marca nenhuma. Por isso pode dizer o que os outros não dizem.
Aqui você vai encontrar o que eu queria ter lido quando estava perdida: explicação do porquê as coisas acontecem com o fio, informação com fonte, produto testado de verdade, e a resposta honesta mesmo quando ela é “isso não tem solução, e olha por quê”.
Uma coisa importante
Eu não sou cabeleireira, não sou química e não sou dermatologista. Sou advogada. Minha autoridade aqui é ter passado por isso e ter ido atrás da informação com o mesmo cuidado com que eu leio um processo.
O conteúdo do blog é pesquisado e editado junto com o Rodrigo, empresário que cuida da apuração, da edição e da operação do site. A gente busca fonte, lê rótulo, testa produto e compara antes de escrever. Como a gente faz isso está detalhado na página Como produzimos nosso conteúdo.
E nada do que está aqui substitui a avaliação de um dermatologista. Se o seu caso envolve queda fora do normal, ferida, coceira ou falha no couro cabeludo, procure um médico. Isso é saúde, e não é o que a gente faz aqui.